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Storm Metal

Storm Metal, um dia de comida, bebida gelada e metal extremo

Conheça a história do festival, suas origens, motivações e alguns dos principais personagens responsáveis por incentivar o cenário do metal no sul do país.

O ano de 2007 proporcionou uma incrível experiência para um grupo de jovens headbangers que amam o metal acima de tudo. O norte do Paraná era referência de metal extremo e bandas como Subtera, Psicodeath, Crow, Pactum, Perpetual Disgrace, Masakra, Dominus Praelii, Féretro, Satanic Lust, Holder, Mesemon Ecrof, Hazy Hamlet levavam o underground norte paranaense para todas as extensões do território brasileiro e América do Sul.

 

Em uma época efervescente para a cena, muitos eram os festivais dedicados ao metal extremo e os headbangers da região viviam fantásticas experiências. Ir em um show, pagar $10 na entrada, comprar uma demo por $3, $1 no copo de goró e assistir ao menos 6 bandas de alta qualidade eram rotina do headbanger norte paranaense.

 

Situada na região metropolitana de Londrina – PR, a cidade de Rolândia concentrava um público ávido para apoiar o metal extremo da região. Um grupo de moleques, entre 13 e 15 anos, decidiu se arriscar e tinha o objetivo de fazer da cidade uma das referências do underground regional. Queriam realizar um evento com no mínimo 6 bandas, uma ótima aparelhagem e estrutura de palco. Sonhavam em ter seu próprio festival, incentivar a cena e dar espaço para bandas de metal extremo – esses objetivos eram e ainda são a força motriz da Storm Metal.

 

Storm Metal,  primeira edição

Kaleb Rigoni, Felipe Yann, Eduardo Canônico, Renan Possani, Marco Antônio Ribeiro, tiveram como primeiro desafio escolher o nome do evento. Como eram um monte de moleques idiotas, absurdo foi o que não faltou! Inicialmente o festival teria o nome de “Apolo 13 – A viagem sem Volta”, mas 10 minutos depois tiveram a felicidade de perceber que seria um nome muito sem sentido.

 

Eduardo Canônico, mais conhecido como Duzão, sugeriu que o evento tivesse o nome de “Storm Metal”, pois levaríamos o “inferno” para a pacata cidade de Rolândia. O local escolhido para o festival foi o Racho Sertanejo, e apesar do infame nome, possuía boa localização, amplo estacionamento, um palco grande pra caralho, uma puta aparelhagem de som e até iluminação de qualidade.

Pois é, o Storm Metal I foi no Rancho Sertanejo…

Para compensar o nome do lugar e não parecer uma grande piada, resolvemos tirar o pino da granada na hora de escolher o line-up do evento. Foi difícil escolher apenas seis bandas de uma vasta gama de opções, porém a escolha das atrações deu o formato perfeito para a proposta.

Profanação, bíblia rasgada, cruz de ponta cabeça pegando fogo, santos sendo quebrado no palco, pirofagia, muita blasfêmia e um som autoral da mais alta qualidade – são as memórias claras do que foi o Storm Metal I.

Perpetual Disgrace, Féretro, Satanic Lust, Khabla, Deranged Insane e Vlad Dracullare, bandas que representavam as mais distintas cidades da região, tornaram possível que, pela primeira vez, a cidade recebesse um evento só de metal extremo.

 

Storm Metal II, o inferno continua

O apoio do público, das bandas, dos patrocinadores e de todos os envolvidos, tornou possível que acontecesse a segunda edição do festival. Não seríamos ingênuos o bastante para fazer a segunda edição em um local chamado “Rancho Sertanejo”, por isso a segunda edição foi realizada na casa de shows de forró “Clube Casa Nova”.

Para manter o nível do que fora proposto na primeira edição, a Storm Metal decidiu trazer aos palcos uma banda muito significativa, representativa, que marcou história no norte do Paraná, retornando aos palcos e lançando CD novo o Hazy Hamlet ( Maringá – PR ) foi o headliner, acompanhado de nomes como Inner Self ( Maringá – PR ) , Espirito de Porco ( Londrina – PR ), Cabulosas Criaturas ( Londrina – PR ), deixaram mais uma vez claro que todas as cidades da região metropolitana de Londrina e Maringá tinham muito a oferecer para os verdadeiros fãs do metal underground.

 


Hiato da produtora

A partir da realização de sua segunda edição em 2014 a Storm Metal que até então era somente um festival se consolida como produtora underground, de eventos e excursões.

Durante 5 anos as excursões para os eventos underground pelo Brasil a fora foram o foco central da Storm Metal. Desde a fundação da Storm Metal, os anos foram passando e os membros originais que realizaram o festival em 2007 tomaram rumos distintos. Mas as mudanças ocorridas não impediram que a Storm Metal desse continuidade as suas atividades, o apoio incondicional ao underground seja como fã ou como organizador de eventos que sempre foi a essência da produtora manteve a Storm Metal ativa no norte do Paraná até o ano de 2015.

A chegada em Santa Catarina

Em 2015 um dos membros fundadores da Storm Metal (Kaleb Rigoni) se muda para Florianópolis, e apesar de ter outras ocupações profissionais além da organização de eventos, o maluco citado acima é professor de Sociologia e Pedagogo consequentemente não consegue enxergar suas ações sociais sem que elas estejam relacionadas com o metal underground.

 

O underground é feito de apoio mútuo, sabe, aquela força, a camaradagem, tomar aquela cerveja com teus amigos que curtem sonzeira e falar das novas e das velhas bandas, é o que praticamente toda pessoa que está envolvida com o underground espera.

 

Primeiro contato com o underground local

A mudança de estado proporcionou uma imersão em uma nova cena underground. Como esperado o estado de Santa Catarina e a região de Florianópolis, estão repletos de ótimas bandas, eventos, produtoras, e apoiadores das bandas autorais.

Estar localizado em uma região que tem Khrophus, Antichrist Hooligans, Dead Pan, Red Hazor, Skombros, Rest in Chaos, R.e.u.s, Insalubre, Zoidz, Pogo Zero Zero, Broken Head, Radioactive Murder, Poenitentiam, Eutha, Blood Horror, Project Terrorist e inúmeros outros nomes, deixou evidente que a Storm Metal enquanto produtora, teria um outro recorte regional, lidando com um público novo, ou seja, uma cena nova.

 

O apoio que underground sempre esperou do público, é uma atitude mínima no que diz respeito ao apoio e valorização das bandas, principalmente das autorais. Mais que apoiar, podemos dizer que é um imenso prazer conhecer novas bandas, adquirir seus materiais e perceber que de norte a sul do país o underground se faz presente.

 

Por isso, desde de que chegou em Florianópolis, sempre procurou estar presente apoiando como sempre a cena regional. Consequentemente formou-se um novo ciclo de amizades e as portas se abriram para uma possível edição do festival em terras catarinenses.

 

Uma produtora não é composta por um único membro, para que a terceira edição do festival fosse realmente viável novas parcerias foram feitas. Apoiado por Pedro Mucci, Kaleb retorna com as atividades da produtora Storm Metal. Com sua experiência em organização em eventos, seu apoio de longa data a cena underground e headbanger, Pedro é programador, designer, desenvolvedor web e atualmente atua com foco em soluções para e-commerce e marketing digital. O que veio bem a calhar com as novas demandas para organização de eventos atualmente.

 

Decidiram então unir forças para se arriscar em novas terras, pois ambos são da cidade de Londrina e Rolândia situadas no norte do Paraná. Apoio ao underground regional, disposição, camaradagem, vasto arsenal de bandas, essa foi a receita para que a Storm Metal, agora composta por Kaleb e Pedro dessem início a organização de eventos underground na região da grande Florianópolis.

 

Storm Metal III / Centro Comunitário de Forquilhinhas | Torture Squad | Pogo Zero Zero | Khrophus | Broken Head | Eutha | Zoidz | Poenitentiam

Devido à anos de estrada e sempre almejando inovar em seu line-up, a Storm Metal aceita a proposta feita pela banda Torture Squad, para realizar um evento comemorativo aos 10 anos de lançamento do álbum “Hellbound”.

Com imenso prazer os dois “porra loca” da Storm Metal aceitaram em fazer uma edição fora do seu estado de origem. Dessa vez o headliner foi um dos nomes mais conceituados do metal nacional, com uma nova

formação, uma nova experiência o Torture Squad pousou mais uma vez em solo catarinense. Um festival em Santa Catarina com um Headliner de São Paulo, tínhamos como obrigação que o line-up fosse composto pelas bandas que carregam a bandeira do underground em nome do estado.

Khrophus, Poenitentiam, Eutha, Broken Head, Pogo Zero Zero e Zoidz, ou seja, do Hard Core ao Death Metal, assim foi o line-up do Storm Metal III

 

Organizar um festival de metal underground não é uma tarefa simples, além das questões de espaço, som e logística, o principal desafio é ter total apoio da cena regional. E com toda sinceridade podemos afirmar que não é fácil organizar um evento fora de casa.

 

As bandas que estiveram presentes na terceira edição do festival contribuíram não somente com suas músicas, somos muito gratos por todos que nos emprestaram equipamentos, que nos ajudaram na divulgação e enxergaram em nós um potencial que contribua, para a cena da grande Florianópolis.

 

Adriano da Khrophus, Carlão Fernandes, Hugo Deigman, Leonardo Chagas, Lédis Ferreira, Guilherme Garbelotto, Vinicius Dias, Guilherme Willimann, Arnoni Filho,

Fran Danusa Carneiro, Israel Baranhuk, Luiz Antonio Menegotto, Lilian Martins, João Vitor Costa, Ed Machado, Igor Thiesen, Alexei Leão ( Xei ), Maurício Cossio, Uirá Medeiros, Cecília Gabriela, Marlon Joy Ramos, Marcelo Mancha, Jhonny Duluti, Adriano Crippa, Beltrão, Castor, Amilcar Christófaro, Mayara Puertas, Rene Simonato, somos muito gratos por todo apoio e acolhimento que vocês tiveram conosco.

 

É fácil perceber que para ocorra um evento é necessário muito mais do que uma produtora, o underground é feito de união, e podem ter certeza que essa união foi a força motriz da terceira edição do festival.

O que é o Underground para Storm Metal

A primeira experiência na região da grande Florianópolis, foi o suficiente para mostrar o grande potencial que a cena local tem, viemos para somar com o metal underground catarinense, para que os headbangers tenham cada vez mais shows e festivais para comparecer.

Enfatizamos que desde os nossos primórdios e até os dias atuais nossa real intenção é movimentar o underground extremo. Muitos fãs do estilo se queixam pela falta de novos nomes e grandes eventos, mas não podemos esquecer que mesmo o Black Sabbath, AC/DC, Motorhead, Venon, entre outros, tiveram que percorrer um longo caminho para se tornar uma grande referência. O apoio de todos é o que realmente nos mantém vivo e nós da forma. Não contamos com nenhum tipo de apoio ou iniciativa externa, se não, não seriamos underground.

 

Gostaríamos de deixar um foda-se para todos os posers e filhos da puta que vão na contramão da cena. Já somos uma irmandade muito restrita e quando aparece um imbecil perdemos mais ainda a nossa credibilidade.

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